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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Outros - Vitória Battenberg sobre a sua visita à Rússia em 1914



Vitória de Battenberg (nascida de Hesse), foi a irmã mais velha da Imperatriz Alexandra Feodorovna. Casada com Louis de Battenberg, mudou-se permanentemente para a Inglaterra em 1884. Foi a avó materna do Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, o consorte da Rainha Isabel II do Reino Unido.

Vitória com o seu marido

Em 1913 celebrara-se o tricentenário da Dinastia Romanov na Rússia, o que levou o Nicky e a Alix a visitar as casas da família no campo: Jaroslaw e Kostroma no Volga. Um dos navios dos inspectores do rio tinha sido adaptado para se tornar no iate deles. Ele não tinha sido entregue para o seu serviço normal, por isso o Nicky sugeriu que podia ter usado para a nossa viagem. Embarcamos em Nijni Novogorod (rebaptizada de Gorky) e, depois de visitarmos essa cidade, que na altura se encontrava num período muito solene antes da grande feira de Outono, descemos o Volga até Kazan. Passamos dois dias lá, com a Ella a participar em cerimónias religiosas e nós a visitar a região e a almoçar na Casa do Governador no Kremlin. Todos os centros de poder das cidades russas tinham esse nome. Foi interessante ver a população tártara ainda vestida com as suas roupas orientais. Parecia que quase todos tinham problemas nos olhos, uma vez que havia muita gente cega ou quase a caminhar por lá.

A partir de Kasan, seguimos para o rio Kama, que desagua no Volga um pouco abaixo daquela cidade, e fomos até Perm.  A imensidade do Volga era quase imponente, mas as margens não eram muito pitorescas, devido à grande largura do rio, mas as margens do Kama ofereciam muito mais variedade. Havia pequenas aldeias com as suas igrejas a ver-se por entre os bosques.

Paramos em muitos sítios, onde a Ella visitava conventos. Num destes locais lembro-me de uma grande floresta de tílias em flor e o cheiro era delicioso. A população das aldeias vestiu-se com as suas melhores roupas para receber a Ella. Lá vimos um homem da tribo Tcheremiss que era distintamente diferente do resto dos russos.

Vitória com a sua irmã Isabel Feodorovna (Ella) e a filha Luísa

Era frequente comermos starlet (uma espécie de esturjão), acabado de apanhar que eu considero muito melhor do que o esturjão que comemos aqui e que toda a gente gaba tanto. O navio, embora não fosse luxuoso, era muito confortável, bem mobilado e tinha uma casa-de-banho que tinha sido construída de propósito. A nossa viagem pelo rio acabou em Perm, onde a Ella e eu nos separamos, com ela a ir visitar muitos conventos, um dos quais se encontrava em Alpaievsk, o local onde ela ficaria presa durante a revolução e de onde foi levada para ser assassinada.

Entretanto, a Luísa (filha de Vitória) e eu visitamos os Urais num comboio especial. Um dos primeiros lugares que visitamos foi a cidade de Kishtym, onde nenhum membro da família imperial tinha estado desde o czar Alexandre I. Embora não fizesse parte dos Romanov, estava perto o suficiente disso, sendo a irmã da Imperatriz, e tanto eu como a minha filha fomos recebidas oficialmente durante os dois ou três dias em que lá ficamos. Em todos os locais onde paramos fomos sempre recebidas com muita hospitalidade, tanto oficial como privada, e recebemos várias prendas e recordações. Em Kishtym havia uma exposição sobre as industrias locais e deram-nos fatos camponeses típicos completos.

Luísa, a segunda filha de Vitória Battenberg

Aí, visitamos uma gruta interessante nas margens de um pequeno rio que apenas tinha sido descoberto um ou dois anos antes. Com o tempo excessivamente quente e a gruta muito fria, foram feitos preparativos rigorosos para que vestíssemos meias grossas, casacos e cachecóis numa tenda erguida especialmente para isto. Não pudemos ficar muito tempo na gruta, pelo receio de contrairmos uma inflamação nos pulmões pela mudança extrema de temperatura. Tivemos de rastejar na entrada, onde tínhamos tapetes de pele para nos ajudar a passar pelo solo rochoso.  As rochas não eram muito grossas, nem a gruta muito profunda, com uma leve luz do dia a entrar entre as frechas, mas mesmo assim a temperatura estava abaixo de zero. Num canto havia uma grande massa de gelo macio de uma linda cor azul e o tecto da cave tinha cristais de gelo perfeitamente esculpidos. Eram tão frágeis que só o nosso caminhar podia fazê-los cair. Quando deixamos a gruta, sentimos como se estivéssemos a entrar num forno. O banquete oficial que nos ofereceram nessa noite foi muito bem organizado!

De Kishtym, o comboio levou-nos para os Montes Urais, onde visitamos várias minas. O ponto mais longínquo onde estivemos foi um pouco além de um sinal numa estrada velha que dizia, de um lado “Europa” e do outro, “Ásia”. O cenário dos Urais lembrou-me muito da Escócia. Não havia montanhas muito altas e as encostas estavam cobertas de verdura enquanto os rios e lagos se podiam ver perfeitamente entre os vales.

Vitória com as irmãs Isabel e Alexandra

A maior cidade que visitamos foi Ekaterinburgo. Não achei que fosse uma cidade bonita e as pessoas não pareciam muito felizes pela visita official. Reparei nisso especialmente numa noite em que o entertenimento foram fogos de artificio, e a multidão não parecia minimamente entusiasmada. Também estivemos numa espécie de festa numa tarde na margem de um lago, não muito longe da floresta onde os restos mortais do Nicky, da Alix e das crianças seriam largados.

A Casa Ipatiev em Ekaterinburgo, onde o Nicky, a minha irmã e sobrinhos ficaram presos, fica numa grande praça e eu passei por ela várias vezes. Lembro-me que me disseram pertencer a um mercador rico.

Famílias de Hesse e Battenberg

Entretanto as tensões políticas estavam a ameaçar as pequenas esperanças que tinhamos de que o Luís (marido) e o Dickie (filho mais novo) se juntassem a nós nestas férias e a Alix e a Ella avisaram-nos de que seria melhor regressarmos a São Petersburgo o mais depressa possível, uma vez que a guerra podia rebentar a qualquer momento. Dirigimo-nos imediatamente para Perm e a nossa viagem daí para São Petersburgo foi muito lenta, uma vez que a mobilização das tropas já estava muito avançada e o nosso comboio teve de mudar de linha várias vezes para que as tropas pudessem passar. A guerra entre a Rússia e a Alemanha foi declarada durante esta nossa viagem.

Chegamos a São Petersburgo na noite de 4 de Agosto, no mesmo dia em que a Inglaterra também declarou guerra. O Sir George Buchanan e Isa Buxhoeveden, uma das damas-de-companhia da Alix, juntamente com as minhas duas sobrinhas mais velhas, vieram ver-nos na manhã seguinte e eu passei o dia com a família em Peterhof. A Alix veio ver-nos ao fim da tarde e, antes de nos irmos embora, pensando carinhosamente no nosso bem-estar, deu-nos longos casacos e outras peças de roupa quentes para a nossa viagem pelo mar, sendo que nós só tínhamos trazido roupa de Verão fina.

Vitória Battenberg com o marido e os filhos

Tivemos de nos precaver com uma grande quantidade de dinheiro em soberanos dourados, que só se podiam arranjar através de uma permissão imperial especial.  Penso que eram 200 libras, divididas por pequenos sacos que atamos às nossas cinturas debaixo dos vestidos. Deixamos São Petersburgo na tarde do dia 7 de Agosto. Mal sabia eu que seria a última vez que veria as minhas irmãs.

Fomos levadas para a fronteira russa de Torneo num comboio especial. Quando estávamos na estação, reparei noutro vagão-salão na linha oposta à nossa, no qual viajava a Tia Minnie (a Imperatriz Viuva Maria Feodorovna), a sua filha Olga e uma comitiva que estava a beber chá. Passamos a linha a correr para ir falar com elas e saber das últimas novidades. A Tia Minnie tinha vindo de Inglaterra e a Olga de França, e tinham viajado por Berlim, até á Suécia, estando agora a chegar a casa.

Vitória, em criança, com a sua mãe Alice e a irmã Isabel

Embarcamos no último barco a vapor que saiu de Bergen. Conseguiram arranjar-nos cabinas particulares a partir de Oslo. O barco estava a abarrotar de turistas e Pescadores que ficam de diferentes partes da Noruega, e havia pessoas a dormir no chão da sala de jantar. Atravessamos o Mar do Norte. Tivemos bom tempo e uma viagem calma, mas descobrimos que as roupas que a Alix nos tinha dado foram, de facto, muito úteis.

Chegamos a Londres no dia 17 de Agosto, dez dias depois de deixarmos São Petersburgo. Encontramos o Luís completamente absorvido no seu trabalho, que se extendia noite após noite. Quanto ao Dickie, que tinha partido para a escola naval cujas aulas tinham começado dias antes, tinha-se sentido bastante solitário em casa até à nossa chegada e tentou ocupar-se tratando de alguns ratos que tinha comprado.


Vitória morreu em 1950, aos 87 anos. Assistiu ainda ao nascimento dos seus bisnetos mais velhos, o Príncipe Carlos, estando presente no seu baptizado no dia 15 de Dezembro de 1948, e a Princesa Anne.

Os Ramos da Família Romanov: Os Mikhailovich


Mikhailovich
Miguel Nikolaevich com a sua esposa Olga Feodorovna e cinco dos seus sete filhos

Os Mikhailovich surgiram através do casamento do filho mais novo do czar Nicolau I, o Grão-duque Miguel Nikolaevich com a Princesa Cecília de Baden, uma neta do rei Gustavo IV Adolfo da Suécia. Após o seu casamento e conversão à Igreja Ortodoxa, Cecília mudou o nome para Olga Feodorovna.

Ao contrário dos restantes irmãos, Miguel conseguiu fazer com que o seu casamento resultasse. Ele tinha uma personalidade branda para com a sua esposa e ambos partilhavam vários interesses, principalmente a religião que os unia profundamente. Este entendimento fez com que os Mikhailovich se tornassem no maior ramo da família imperial com o nascimento de sete filhos: seis rapazes e uma rapariga.

Miguel foi nomeado Governador do Cáucaso em 1862 e ficaria neste posto por vinte anos, tendo educado os seus filhos desde muito novos em Tiblisi, na Geórgia. No entanto, o afecto que Miguel demonstrava para com a sua esposa não se transmitia aos seus filhos. Todos, com excepção da sua única filha, Anastásia, foram criados com pulso de ferro, o que os tornou a quase todos extremamente conservadores e pouco preparados para a vida pecaminosa das grandes cidades.

Miguel e Olga

Filhos
Nicolau Mikhailovich
Nicolau era uma figura extremamente respeitada dentro da família imperial russa, apesar dos excessos da sua juventude. Era um historiador consagrado, tendo-se especializado no estudo da vida do seu tio-avô, o czar Alexandre I da Rússia e das pessoas que o rodeavam. Já nos seus 50 anos Nicolau começou a viver uma vida mais pecaminosa, perdendo fortunas no casino de Monte Carlo e arranjando várias amantes por entre as suas numerosas viagens à volta do mundo. Era também durante estas viagens que revelava informações importantes e secretas sobre o governo russo a alguns dos seus amigos. Acabou por não escapar à Revolução Russa. Exilado primeiro para uma pequena cidade na Sibéria de onde seria mais tarde transferido para a Fortaleza de Pedro e Paulo. Foi assassinado, juntamente com o seu irmão Jorge e os seus primos Paulo Alexandrovich e Dmitri Constantinovich no dia 29 de Janeiro de 1919. Nunca se casou nem deixou descendentes conhecidos.

Anastásia Mikhailovna

A única rapariga da família não conseguiu escapar ao escândalo que afectou alguns dos seus irmãos. Os seus irmãos viam-na como a figura maternal que nunca conseguiram encontrar na sua mãe Cecília e ficaram destroçados quando ela, em conjunto com a Grã-duquesa Maria Pavlovna, organizou o casamento da filha com o Grão-duque Frederico Francisco III de Mecklenburg-Schwerin. Embora o casamento tenha corrido bem nos primeiros tempos, a população do Grão-ducado começou a ficar ressentida com Anastásia por passar mais tempo no estrangeiro do que no local governado pelo seu marido. Frederico morreu novo, provavelmente de suícidio. Depois da sua morte, Anastásia deixou o governo nas mãos do seu filho e começou a passar ainda mais tempo afastada. A sua filha Alexandrina tornar-se-ia Rainha da Dinamarca, através do seu casamento com o Rei Cristiano X, e a sua filha Cecília casou-se com o filho mais velho do Kaiser Guilherme II.

Miguel Mikhailovich

Miguel chocou os pais e a família imperial quando se casou com uma mulher com um título muito inferior ao seu, a Condessa Sofia de Merenberg.  Na altura correu o rumor de que a sua mãe, Olga Feodorovna, morreu de ataque cardíaco quando soube da notícia, mas estes foram, mais tarde, desmentidos. Os dois tiveram uma vida calma e agradável em Londres, à semelhança de outros Grão-duques exilados por efectuarem casamentos ilegais e Miguel chegou mesmo a escrever um romance chamado “Never Say Die” sobre o seu casamento proíbido. Teve apenas autorização para regressar à Rússia em 1909 para assistir ao funeral do pai. Ao contrário de outros Grão-duques, Miguel escolheu não regressar à Rússia durante a Primeira Guerra Mundial, oferecendo a sua ajuda a partir de Londres, o que, eventualmente, lhe salvaria a vida durante a Revolução. Uma das suas filhas, Nádia, casou-se com Jorge Mountbatten, Segundo Marquês da Bruma, um sobrinho da Imperatriz Alexandra Feodorovna, de quem teve duas filhas.

Miguel com a sua esposa e três filhos: Anastásia, Nádia e Miguel

Jorge Mikhailovich

Jorge era o mais calmo dos seus irmãos. Prestou serviço militar como era tradição, mas devido a uma lesão na perna teve de se reformar muito novo, o que levou a que o seu primo Nicolau II o nomeasse director do recém-criado Museu Alexandre III. Na sua juventude apaixonou-se por uma Princesa, descendente da antiga família real da Geórgia, mas as regras da família Romanov impediam-no de se casar com alguém pertencente a uma família real já extinta. Foi então que conheceu a Princesa Maria da Grécia e Dinamarca, uma prima distante. Ela nunca esteve interessada no primo, mas também ela tinha sido impedida de se casar com um plebeu na sua juventude, por isso acabou por aceitar o pedido de casamento do primo. Jorge tinha já 37 anos. O casamento foi tolerável nos primeiros tempos e gerou duas filhas, Nina e Xenia. No entanto Maria usava todas as desculpas para passar longas temporadas em Londres, longe do marido e sempre acompanhada das filhas. Era lá que ela estava quando rebentou a Primeira Guerra Mundial, por isso Jorge não teve oportunidade de se despedir das filhas antes do seu assassinato em Janeiro de 1919 às mãos dos bolcheviques.

Jorge com a esposa Maria e a filha Nina

Alexandre Mikhailovich

Conhecido por Sandro dentro da família, Sandro era talvez o Mikhailovich mais conhecido devido ao seu casamento com a prima em segundo grau, a Grã-duquesa Xenia Alexandrovna, filha do Czar Alexandre III e, até vários anos depois do seu casamento, a irmã preferida de Nicolau II. Juntos tiveram sete filhos, mas o casamento começou a desfazer-se depois do nascimento do último. Alexandre dispensou ter qualquer influência política durante o reinado do seu cunhado por discordar das visões dele. Passou grande parte da sua vida entre o Sul de França e a Crimeia, tendo conseguido escapar à Revolução Russa por se encontrar refugiado aí. A sua filha, Irina Alexandrovna, casou-se com o Príncipe Félix Youssupov, um dos assassinos de Rasputine. Era extremamente chegado ao seu primo, o Grão-duque Paulo Alexandrovich, e o seu terceiro filho, Feodor, acabou por se casar com a filha dele, Irina Pavlovna Paley.

Alexandre com a esposa e cinco dos seus filhos

Sérgio Mikhailovich

Sérgio protagonizou o seu próprio escândalo quando chegou a São Petersburgo, vindo da sua educação rigorosa no Cáucaso. Desde sempre um companheiro do seu primo Nicolau II, Sérgio tinha conhecido a amante dele, Mathilde Kschenssinka. Quando Nicolau se decidiu casar com a Princesa Alice de Hesse-Darmstadt, pediu a Sérgio que tomasse conta dela, o que ele fez imediatamente. Entretanto os dois ficaram cada vez mais próximos e começaram o seu próprio caso. Mais tarde um outro primo de Sérgio, O Grão-duque André Vladimirovich, também a conheceu e também ele se apaixonou com ela, o que causou uma rivalidade entre os dois primos. Eventualmente Mathilde ficou grávida, mas não sabia qual dos dois poderia ser o pai. No fim escolheu André e os dois casaram-se em Paris. Desfeito, Sérgio nunca se casou. Foi também assassinado por bolcheviques, no dia 18 de Julho de 1918.

Aleksei Mikhailovich

Aleksei era o mais novo dos irmãos e, segundo Alexandre Mikhailovich, o mais adorado. Tinha uma mentalidade e coração liberais e sofria mais do que os seus irmãos com a indiferença que recebia dos pais. Em 1894 começou a dar os primeiros sintomas do que mais tarde se descobriu ser Tuberculose. Na altura estava quase a acabar o seu treino naval e o seu pai impediu-o de regressar a casa para se recuperar. Em 1895 a sua condição já tinha piorado drasticamente. Acabou por morrer em Março desse ano, aos 19 anos de idade. A primeira vez que vestiu o seu uniforme da marinha foi no caixão.

Os Ramos da Família Romanov: Os Nikolaevich



Este era o ramo mais pequeno da família Romanov e, consequentemente, mais próximo entre si. Nasceu do casamento entre o terceiro filho do Czar Nicolau I, o Grão-duque Nicolau Nikolaevich, com a Princesa Alexandra de Oldenburgo, mais conhecida pelo seu nome de casada, Grã-duquesa Alexandra Petrovna da Rússia. Desta união nasceram apenas dois filhos: o Grão-duque Nicolau Nikolaevich filho e o Grão-duque Pedro Nikolaevich. Os descendentes do último reclamam actualmente para si direitos sobre o trono russo.

O casal

Os pais de Alexandra arranjaram-lhe um casamento esplêndido. No dia 25 de Outubro de 1855 ela ficou noiva do Grão-duque Nicolau Nikolaevich, o seu primo em segundo grau. Alexandra, que tinha sido educada como luterana, converteu-se à Igreja Ortodoxa no dia 7 de Janeiro de 1856 e passou a ser chamada de Grã-duquesa Alexandra Petrovna da Rússia. O casamento aconteceu no dia 7 de Janeiro de 1856 em Peterhof. O seu primeiro filho nasceu nove meses depois no Palácio de Inverno. Em Dezembro de 1861 o casal mudou-se para o novo Palácio de Nicolau na Praça da Anunciação onde, em 1864, Alexandra teve o seu segundo e último filho, Pedro. Nesta altura o casamento já se começava a desfazer.

Alexandra não era bonita nem sofisticada. Gostava de simplicidade e preferia vestir-se modestamente, evitando a vida pública. Dedicava o seu tempo à religião e a aprofundar o seu conhecimento em medicina. Era também uma pintora talentosa. Alexandra não era bonita, mas a sua sinceridade e doçura ganharam simpatizantes. As suas cunhadas Maria Alexandrovna e Alexandra Iosifovna gostavam muito dela. No inicio o seu marido gostou das suas ideias e financiou um hospital em São Petersburgo onde as teorias de Alexandra poderiam ser desenvolvidas e postas em prática e onde pacientes pobres eram tratados de graça. Ás vezes era a própria Alexandra que tratava deles. Mais tarde também abriu um instituto para a formação de enfermeiras na cidade.

Alexandra com o filho Pedro

No final dos anos 1860, o casamento estava em crise. O casal tinha descoberto que tinha muito pouco em comum. Tendo pouca beleza e talento para a vida social, Alexandra preferia afastar-se da vida da Corte, o que desagradava ao marido que também se queixava da sua pouca beleza e simplicidade. Quando se converteu à Igreja Ortodoxa, Alexandra tornou-se bastante beata e era uma mulher séria cujas paixões eram a religião e a medicina.

O palácio do casal em São Petersburgo era tão grande que eles podiam passar semanas sem se encontrarem. Só apareciam juntos em cerimónias oficiais. Eventualmente Nicolau começou a ter uma longa relação com Catarina Chislova, uma dançarina do Teatro de Krasnoye Selo e sua amante. O Grão-duque nunca tentou esconder o seu caso e, em 1868 teve o seu primeiro de cinco filhos ilegítimos com ela.

Nicolau Nikolaevich

Em 1870 já não havia nada no casamento senão ressentimento, o único sentimento que Alexandra podia oferecer ao seu marido pela sua infidelidade. Alexandra passava longos períodos em Kiev enquanto o seu marido dividia o tempo entre os filhos do casal e a sua segunda família. Quando o Grão-duque conseguiu títulos para os seus filhos ilegítimos, Alexandra tentou apelar a Alexandre II que o impedisse, mas ele não estava minimamente interessado. “Sabes, “ disse-lhe ele directamente, “o teu marido está no ponto alto da vida dele e precisa de uma mulher por quem possa estar apaixonada. E olha para ti! Olha como te vestes! Nenhum homem se podia sentir atraído.” Contudo, depois deste encontro, o Czar avisou o irmão para que fosse mais discreto em relação à sua amante e exilou-a para Riga.

Algumas fontes dizem que Alexandra se vingou do seu marido arranjando um amante de quem teve um filho ilegítimo em 1868, mas não existem provas e a história parece bastante improvável.


Filhos
Nicolau Nikolaevich filho

Nicolau era uma figura altamente respeitada tanto dentro da família Romanov como no exercito russo do qual era Comandante-em-chefe durante os dois primeiros anos da Primeira Guerra Mundial. Ao contrário do pai era altamente religioso e moralista, o que o colocou numa posição favorável junto do Czar Nicolau II, sendo um dos principais frequentadores da sua casa. Embora tenha passado grande parte da sua vida solteiro, Nicolau casou-se, em 1907 com a Princesa Anastásia de Montenegro, ex-mulher do seu primo em segundo grau. Mais tarde ela seria a responsável por apresentar Rasputine à Imperatriz Alexandra Feodorovna. O casal conseguiu fugir da Rússia depois da Revolução e morreu, no exílio em França. Não tiveram filhos.

Princesa Anastásia de Montenegro, esposa de Nicolau

Pedro Nikolaevich

Pedro sempre se interessou pelo misticismo e fazia parte de um grupo de nobres que consultava místicos e tinha sessões espirituais dentro das paredes dos palácios Romanov. Encontrou uma parceira ideal na sua paixão na Princesa Militzia de Montenegro, irmã mais nova de Anastásia, que trouxe os seus conhecimentos de Montenegro para a Rússia. Juntos tiveram três filhos:

Militzia, esposa de Pedro

Marina Petrovna, filha mais velha do casal

Romano Petrovich, único filho do casal. O seu filho é um dos actuais pretendentes ao trono russo

Nádia Petrovna, filha mais nova do casal

Os Ramos da Família Romanov: Os Constantinovich (2ª Geração)



A segunda geração de Constantinovich a viver na Rússia cresceu a partir do segundo filho do Grão-duque Constantino Nikolaevich, o Grão-duque Constantino Constantinovich, o único varão a casar-se oficialmente. A sua noiva, a Princesa Isabel de Saxe-Altenburgo, era sua prima em segundo-grau, visto que o pai dela e a mãe dele eram primos directos. Da sua união nasceram nove crianças cujos descendentes vivem até hoje.

O casal

Em 1882, quando Isabel tinha 16 anos, os dois conheceram-se em São Petersburgo e houve imediatamente conversas de casamento. Contudo, apesar de ela dizer que já estava pronta para casar, Constantino de 24 anos ainda estava hesitante. Quando ela se foi embora, ele prometeu que lhe ia escrever, mas nunca o fez uma vez que era extremamente tímido. Mesmo assim escreveu vários poemas sobre ela. Em 1884 Isabel visitou a Rússia novamente e o casamento foi anunciado. Isabel quis manter a sua fé luterana, algo que deixou Constantino desiludido sendo um grande crente na fé ortodoxa. Pior ainda foi o facto de ela se recusar a beijar a cruz ortodoxa durante a missa.

No dia de casamento, que ocorreu no dia 27 de Abril de 1884, Isabel escreveu ao seu novo marido para o descansar, dizendo: Prometo que nunca vou fazer nada para te enfurecer nem magoar por causa das nossas religiões divididas… só posso dizer-te mais uma vez o quanto te amo.”

O casamento foi um sucesso, embora Constantino tenha mantido vários amantes masculinos durante toda a união. O casal teve nove filhos, seis dos quais viriam a morrer antes de Isabel.

Filhos

João Constantinovich

Gabriel Constantinovich

Gabriel era o mais social dos seus irmãos. Começou a participar em festas bastante novo, mas nunca foi tão mulherengo como os seus primos Romanov devido à sua educação religiosa conservadora. A única mulher que o cativou foi a bailarina Antónia Nesterovskaya que manteve como amante durante longos anos. No entanto nunca se atreveu a casar com ela devido às regras da Casa Romanov que lhe permitiam apenas casar com Princesas de casas reinantes. A única tentativa nesse sentido surgiu quando a sua tia, a rainha Olga da Grécia intercedeu em seu favor junto do czar Nicolau II, mas este recusou a união. Era também um brilhante militar, ingressando na cavalaria do exercito imperial. Combateu durante a Primeira Guerra Mundial até a queda de Nicolau II. Foi só com a queda da monarquia que Gabriel se casou, em segredo, no dia 9 de Abril de 1917. Quando o governo bolchevique convocou os Grão-duques a apresentarem-se na sede da Tcheca, Gabriel conseguiu escapar a principio devido à sua fraca saúde, mas seria mais tarde preso juntamente com o seu tio Dmitri Constantinovich. Apenas conseguiu escapar à execução devido à intervenção da sua esposa que tinha um amigo chegado a Lenine. Gabriel fugiu então para a França em Janeiro de 1919 e lá ficaria exilado o resto da sua vida, escrevendo as suas memórias na tentativa de ganhar dinheiro durante a Grande Depressão.

Tatiana Constantinovna

Tatiana foi uma figura progressista na Rússia Imperial devido ao seu casamento morganatico (aos olhos da lei) com o Príncipe Constantino Bagration-Mukhransky, um descendente dos antigos reis da Georgia. O casamento foi o primeiro a receber permissão do czar Nicolau II com o argumento de que, tal como a Casa de Orléans, os Bagration-Mukhransky eram uma dinastia que tinha já governado. Infelizmente o seu marido foi morto durante a Primeira Guerra Mundial e Tatiana acabou por fugir da Rússia mais tarde, afirmando que os seus dois filhos eram da ama. Na altura Tatiana tinha já um novo homem,  Alexander Korochenzov, e os dois fugiram juntos primeiro para a Roménia e depois para a Suíça onde se casaram em 1921. Quando o seu segundo marido morreu, Tatiana tornou-se freira e morreu em Jerusalém em 1979.

Constantino Constantinovich

Oleg Constantinovich

Considerado o mais inteligente e cultural dos seus irmãos, Oleg é muitas vezes referido como o favorito dos seus pais. Era ele próprio um poeta e estudou nas melhores escolas do Império. Antes da Guerra tinha planeado casar com a sua prima, a Princesa Nádia Petrovna. Contudo todos os seus planos para o futuro foram destruídos com a Primeira Guerra Mundial onde foi morto em combate. As suas últimas palavras foram: “Estou tão feliz. Vou poder encorajar as tropas russas fazendo-as saber que a família imperial não tem medo de perder o seu próprio sangue.”

Igor Constantinovich

Jorge Constantinovich
Por ser ainda muito novo quando rebentou a Revolução Russa, Jorge recebeu autorização juntamente com a sua mãe e irmã mais nova, Vera, para sair da Rússia pacificamente. Daí a família mudou-se para a Suécia onde viveu alguns anos até a vida se tornar demasiado cara. Depois da morte da mãe, Jorge e Vera mudaram-se para a Bélgica a convite do rei Alberto I e depois para a Suíça. Eventualmente Jorge viajou para os Estados Unidos onde passou o resto da sua vida, tornando-se um designer de interiores bastante conhecido.

Vera Constantinovna

Em 2001, Vera era a última sobrevivente do Império Russo que ainda se lembrava dele. Tinha abandonado o seu país natal aos 12 anos de idade, mas os eventos da revolução perseguiram-na até ao fim da sua vida. Quando era apenas uma criança assistiu à morte do pai, devido a um ataque cardíaco, sendo a única pessoa presente para chamar ajuda. Viveu em vários lugares, assentando durante vários anos em Altenburgo, na Alemanha, a terra natal da sua mãe. Saiu de lá quando rebentou a Segunda Guerra Mundial, fugindo a pé das tropas soviéticas. Depois viveu nos Estados Unidos, trabalhando na Fundação Tolstoy. Morreu aos 96 anos de idade.

Notícias - Garrafa de champanhe com 200 anos pode ter sido um presente para o Czar (19/07/10)

A garrafa de champanhe resgatada das profundezas do Mar Báltico tem mais de 200 anos. Os enólogos consideram esta descoberta sensacional.

O aroma da bebida é muito intenso, com cheiro a tabaco, uvas e frutos brancos, carvalho e mel. Trata-se de um vinho verdadeiramente surpreendente, muito açucarado, mas preservando ainda alguma acidez, segundo quem já o provou.

Este sabor explica-se pelo facto de há 200 anos os processos de fermentação serem mal concluídos, o que leva o champanhe a ser muito menos seco do que nos dias de hoje.

Trata-se de um vinho anterior à Revolução Francesa e que pode ser uma das primeiras colheitas da casa Veuve Clicquot. Pensa-se que é uma garrafa deste produtor, porque, tal como hoje, está na rolha a marca de uma ancora.

A garrafa pode ter sido um presente do rei de França Luís XVI para os czares da Rússia, sendo que a prenda não chegou ao destino, porque o navio foi ao fundo no Mar Báltico entre a Suécia e a Finlândia.

Os mergulhadores que descobriram o navio afundado conseguiram recuperar das águas escuras uma garrafa, mas dizem que estão mais frascos no fundo do mar, a 55 metros de profundidade, onde o vinho se conservou perante a ausência de luz e o frio constante.
Cada garrafa deste champanhe com mais de 200 anos está avaliada em 53 mil euros. Mas se se confirmar que o vinho era uma prenda de Luís XVI aos czares do Século XVIII o valor vai aumentar.


Durante todo o reinado de Luís XVI quem governava o Império Russo era uma mulher: Catarina, a Grande.

Os Ramos da Família Romanov: Os Constantinovich (1ª Geração)



O segundo ramo mais antigo da família Romanov surgiu em 1848 aquando do casamento do grão-duque Constantino Nikolaevich, segundo filho do czar Nicolau I, e da princesa Alexandra de Saxe-Altenburgo, uma descendente dos reis da Prússia que, ao converter-se à Igreja Ortodoxa, passou a chamar-se grã-duquesa Alexandra Iosifovna. Na última metade do século XIX e inicio do século XX foi sempre o ramo mais leal e chegado ao czar, com a excepção de Alexandre III que odiava o seu tio Constantino. Os descendentes deste ramo ainda se encontram bem activos nas casas reais europeias através do casamento da grã-duquesa Olga Constantinovna com o rei Jorge I da Grécia. O príncipe Filipe, Duque de Edimburgo (consorte da rainha Isabel II do Reino Unido), a rainha Sofia de Espanha e o rei Constantino II da Grécia são apenas alguns dos seus descendentes.

O Casal

Alexandra conheceu Constantino em 1846 quando ele visitou Altenburgo. Constantino passou alguns dias no castelo do pai de Alexandra. A visita tinha sido arranjada pela tia de ambos, a grã-duquesa Helena Pavlovna, nascida princesa Carlota de Württemberg. Tanto Helena como a mãe de Alexandra eram descendentes do duque Frederico II Eugénio de Württemberg. Helena tinha uma influência forte sobre o seu sobrinho Constantino que admirava a tia pela sua inteligência e pensamentos modernos. Ela tinha interesses literários e musicais, sendo a responsável pela criação do Conservatório de São Petersburgo, e Constantino passava muito tempo em sua casa e no seu salão de festas.

Constantino era intelectual e liberal, enquanto que Alexandra era conservadora e muito alegre. Apesar de terem personalidades diferentes, ambos gostavam de músicas e gostavam de tocar duetos de piano juntos. Constantino sentiu-se atraído pela beleza juvenil de Alexandra, alta, magra e atraente. Rapidamente ficou apaixonado e quis casar com ela:

"Não sei o que me está a acontecer. É como se fosse uma pessoa completamente nova. Há apenas um pensamento que me conduz e uma imagem que me enche os olhos: para sempre e só ela, o meu anjo, o meu universo. Penso que estou realmente apaixonado. Contudo, o que pode isso significar? Só a conheço há algumas horas e já estou cheio de paixão."

Ela tinha apenas dezasseis anos e Constantino dezanove. Ficaram noivos, mas tiveram de esperar mais dois anos antes de se casarem.

Alexandra de Saxe-Altenburgo

Alexandra chegou à Rússia no dia 12 de Outubro de 1847 e foi recebida com muita pompa e celebração popular, tendo multidões alegres a saudá-la nas ruas e varandas. Diz-se que Alexandra se parecia tanto com a sua cunhada, a grã-duquesa Alexandra Nikolaevna, que tinha morrido ao dar à luz, que a sua futura sogra, a imperatriz Alexandra Feodorovna, se desfez em lágrimas quando a viu pela primeira vez.

Em Fevereiro de 1848 Alexandra converteu-se à Igreja Ortodoxa, tomando o nome de grã-duquesa Alexandra Iosifovna, derivado do nome do seu pai, José, ao contrário de outras grã-duquesas da família que tinham preferido um nome em honra de figuras religiosas ou dinásticas.

Alexandra e Constantino casaram-se no Palácio de Inverno em São Petersburgo, no dia 11 de Setembro de 1848. Constantino recebeu o Palácio de Mármore como presente de casamento dos seus pais. Strelna, uma casa no Golfo da Finlândia que Constantino tinha herdado aos quatro anos de idade, passou a ser a casa de campo do casal. A vivaz grã-duquesa gostou muito dos jardins de Strelna e criou uma escola gratuita de jardinagem onde ela própria ensinava. Havia também brinquedos educacionais para crianças, um mastro de madeira e um trampolim para ginástica e uma cabina abandonada de uma das fragatas de Constantino.

Alexandra Iosifovna

Um ano depois do casamento, Constantino herdou o palácio de Pavlovsk do seu tio, o grão-duque Miguel Pavlovich. Os jardins do palácio eram abertos ao público. O casal construiu uma sala de concertos no palácio que se tornou muito popular entre as classes médias e recebeu concertos de figuras como Johann Strauss II, Franz Liszt e Hector Berlioz.

Mais tarde o casal comprou o palácio de Oreanda, na Crimeia, que tinha sido construído pela czarina Alexandra Feodorovna.

Constantino e Alexandra com a fila Olga, futura rainha da Grécia

Em 1867, a filha mais velha de Alexandra, Olga, casou-se com o rei Jorge I da Grécia. Ela tinha apenas dezasseis anos e Constantino foi contra o casamento no principio por a sua filha ser ainda tão nova. Em Julho de 1867 nasceu o primeiro neto do casal e recebeu o nome de Constantino em honra do avô. O inicio do declínio do casamento começou por volta desta altura.

Apesar de ter apenas quarenta anos, as lutas de Constantino e as dificuldades pelas quais tinha passado nessa década (as reformas navais e judiciais, a emancipação dos servos), tinham-no feito envelhecer prematuramente. Quando o seu irmão, o czar Alexandre II, começou a distanciar-se dos anos de reforma do seu reino, a influência de Constantino na corte começou a esmorecer e então ele começou a dedicar-se mais à sua vida privada. Após vinte anos de casamento, ele tinha-se afastado da sua esposa. A grande quantidade de trabalho de Constantino e as visões políticas conflituosas do casal tinham desfeito lentamente a sua relação. Alexandra era tão conservadora como o seu marido era liberal e ela tinha aprendido a preocupar-se mais com o seu círculo e com o misticismo. Não demorou muito até o grão-duque começar a procurar atenção feminina noutro lado.

Constanino Nikolaevich

Constantino morreu subitamente de ataque cardíaco no dia 13 de Janeiro de 1892, quando tinha 64 anos, deixando vários filhos ilegítimos e a sua esposa humilhada. Alexandra, por outro lado, tornou-se numa das figuras mais adoradas da Corte Russa e na Grécia, onde passava longas temporadas junto da filha. Sobreviveu o marido por quase vinte anos, morrendo a 6 de Julho de 1911, aos 80 anos de idade.

Alexandra nos seus últimos anos com a filha Olga e o filho Constantino

Filhos

Grão-duque Nicolau Constantinovich

Nascido no dia 14 de Janeiro de 1850, foi o filho mais velho do casal. Ao contrário da maioria das crianças da época, teve uma infância muito independente, sem amas nem responsabilidades. Eventualmente tornou-se num grande sedutor, mantendo um grande número de casos. Um deles, com uma americana chamada Fanny Lear foi-lhe fatal. Ela conseguiu influenciá-lo a roubar três diamantes de um ícone da sua mãe. Este acto fez com que ele fosse considerado louco e então foi banido para o interior russo, na zona do que é hoje o Uzbequistão. Graças à sua fortuna pessoal desenvolveu grandemente a região chegando até a construir o seu próprio palácio. Morreu em 1918 de Pneumonia deixando um grande número de filhos de várias mulheres.

Rainha Olga da Grécia

Nascida a 3 de Setembro de 1851, Olga tornou-se a mais conhecida dos seus irmãos ao casar-se com o rei Jorge I da Grécia, antigo príncipe da Dinamarca, tornando-se assim rainha. Foi uma rainha popular no seu país, contribuindo principalmente para a caridade e para a religião. Causou controvérsia entre os mais conservadores por querer traduzir a bíblia para grego moderno e foi ainda regente do seu filho Constantino após a morte do seu neto Alexandre I da Grécia.

Grã-duquesa Vera Constantinovna

Nascida a 3 de Fevereiro de 1854, Vera teve uma infância turbulenta. Era dada a ataques de fúria e raiva de tal ordem que os seus pais decidiram enviá-la para a Alemanha para ser criada pela sua tia, a grã-duquesa Olga Nikolaevna, rainha de Wuttenberg. Eventualmente  conseguiu ultrapassá-los e casou-se com um duque do seu país adoptivo. Embora ele tenha morrido cedo, Vera teve três filhos dele: um rapaz que morreu na infância e duas gémeas cujos descendentes vivem até aos dias de hoje.

Grão-duque Constantino Constantinovich


Nascido a 22 de Agosto de 1858, foi um distinto poeta e dramaturgo, assinando todas as suas obras com KR. Casou-se com uma princesa alemã de quem teve nove filhos, mas nunca escondeu as suas tendências homossexuais, eternizadas nos seus famosos diários. Foi o pai da segunda geração dos Constantinovich.

Grão-duque Dmitri Constantinovich


Grão-duque Vyacheslav Constantinovich


O filho mais novo da família teve uma vida curta. Morreu subitamente aos dezasseis anos de idade devido a uma inflamação no cérebro. Na véspera da sua morte, a sua mãe afirmou ter visto um anjo que mais tarde identificou como um presságio da morte do filho.