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quinta-feira, 22 de março de 2012

Casar na Família (Parte 3)


No verão de 1889, celebraram-se mais dois casamentos: o grão-duque Pedro Nikolaevich casou-se com a princesa Militsa de Montenegro em Peterhof e, três semanas depois, a sua irmã mais nova, Stana, uniu-se ao seu primo Jorge, duque de Leuchtenberg, tornando-se à maneira russa, Anastásia Nikolaevna. Filhas do príncipe Nicolau de Montenegro, Militsa, Stana e as suas irmãs foram colocadas sob protecção imperial por razões políticas durante o reinado de Alexandre II e foram educadas em São Petersburgo, no Instituto Smolny. A família imperial recebeu-as bem, pelo menos aparentemente, e as irmãs eram convidadas a participar nas reuniões de família, mas os membros da sociedade elegante de São Petersburgo  mostrava escárnio nas suas costas e considerava-as parentes muito fracas. As irmãs continuam a ser retratadas com um certo pretensionismo, algo injusto, já que as irmãs foram educadas para terem as suas próprias opiniões e tinham todas as capacidades para cumprir o que era esperado delas.


O casamento de Anastásia desfez-se alguns anos depois e, no outono de 1906, a sociedade ficou radiante com o rumor de um caso amoroso entre ela e o grão-duque Nicolau Nikolaevich Júnior, irmão de Pedro. Nicolau era um homem solitário que estava sempre atento às suas emoções. Poucos membros da família sabiam o que ele fazia, mas o grão-duque tinha mantido uma longa relação com a filha de um oficial da cidade, Sophie Burenina. Em 1892, Alexandre III deu-lhe permissão para se casar com ela legalmente, mas teria de abdicar dos seus direitos e títulos. Depois, pressionado por um grupo da família liderado pelo grão-duque Vladimir, o czar mudou de ideias. Nicolau aceitou a decisão e seguiu com a sua vida normalmente, mantendo apenas o seu irmão Pedro e a família dele por perto. O casamento de Anastásia acabou em divórcio em Novembro de 1906 e os rumores já a viam praticamente casada com Nicolau. De facto, Nicolau II não queria dar o seu consentimento e apenas aceitou o casamento porque o Santo Sidónio assim o aconselhou. O casal casou-se na Criméia na primavera de 1907, algo que enfureceu o resto da família que achava que o czar estava a mostrar favoritismo pelos Nickolaevich.


A grã-duquesa Maria Georgievna, que se casou com o grão-duque Jorge Mikhailovich, em Corfu, no dia 12 de Maio de 1900, era a irmã mais nova da grã-duquesa Alexandra Georgievna, a falecida esposa do grão-duque Paulo Alexandrovich, por isso os seus laços com a família imperial sempre foram fortes. Mas ela sentia dúvidas em relação ao seu casamento com Jorge Mikhailovich e recusou o seu pedido várias vezes. O grão-duque cortejou-a durante muitos anos. Quando Maria aceitou finalmente o pedido, deixou bem claro que não estava apaixonada por ele, uma situação que Jorge estava preparado para aceitar, na esperança de que a sua noiva fosse mudar. Como se previa, o casamento não foi um sucesso. "Ela parecia comovida com a dedicação dele", escreveu uma amiga, "e a fortuna que ele lhe entregou deslumbrou-a, mas nunca lhe estragou a natureza." Depois nasceram duas filhas, mas "por trás desta bênção aparente, o grão-duque nunca foi feliz. Sentia que havia algo de errado e esperou sempre que o tempo melhorasse as coisas. Por seu lado, a grã-duquesa parecia sentir cada vez mais que nada poderia trazer novamente aquela paz que ela tinha sentido enquanto solteira para a sua vida de casada."


Maria Georgievna com as suas filhas Nina (esquerda) e Xenia, cerca de 1908. Com o passar do tempo, seria a saúde das filhas que daria à grã-duquesa a desculpa perfeita para passar longos períodos longe da Rússia e do marido.


Uma geração depois, em 1896, Maria Feodorovna, agora czarina viúva, segura a sua neta, a grã-duquesa Olga Nikolaevna, filha mais velha de Nicolau II. A relação entre Maria Feodorovna e a sua nora Alexandra nunca foi fácil, mas nos primeiros tempos, as duas conseguiam manter um certo nível de harmonia. Maria Feodorovna estava hospedada no palácio quando Olga nasceu e tornou-se uma avó gentil e indulgente das cinco crianças imperiais.


A rivalidade entre as cunhadas Maria Feodorovna, czarina-viúva, e a grã-duquesa Maria Pavlovna, manteve-se ao longo do novo reinado. Na altura, aquilo que nunca tinha sido mais do que um rancor trivial entre duas mulheres muito confiantes e muito bem posicionada, sem que nenhuma das duas quisesse realmente magoar a outra, tornou-se uma fonte de verdadeira divisão. Alexandra, a jovem czarina, viu-se no meio destas duas mulheres que podiam ter sido mais úteis se a tivessem ajudado a enfrentar os desafios do seu novo papel. Incapaz de se sentir à vontade junto da sua sogra, Alexandra também rejeitou as tentativas de Maria Pavlovna de assumir o controlo, o que criou um ressentimento duradouro.

O vestido que Maria Feodorovna está a usar nesta fotografia (a de cima), sobreviveu até aos dias de hoje. Feito pelo costureiro Worth de Paris, em veludo castanho com um padrão de cravo bordado em tons dourados, fez parte de uma exposição sobre o vestuário do século XIX no Museu Hermitage em 1993.


Os Vladimirovich numa fotografia tirada na ocasião das suas bodas de prata em 1899: da esquerda para a direita, o grão-duque André, o grão-duque Vladimir, a grã-duquesa Helena, o grão-duque Cyril, a grã-duquesa Maria Pavlovna e o grão-duque Boris.


A grã-duquesa Isabel Mavrikievna e o grão-duque Constantino Constantinovich numa fotografia que mostra a longa felicidade da sua vida de casados. Recentemente as passagens retiradas do diário do grão-duque que sugerem as suas actividades homossexuais, têm dominado tudo o que é escrito sobre ele. Mas mesmo que estes comportamentos tenham tido algum significado, representaram apenas episódios isolados na sua vida dos quais ele se veio a arrepender. O efeito da sua publicação foi o de diminuir o papel consistente de uma pessoa que ficou sempre do seu lado: Isabel, a sua esposa e companheira por mais de três décadas, e mãe dos seus nove filhos, que foram nascendo ao longo de um período de vinte anos.


A fotografia acima foi tirada no dia do nome do filho mais novo da família, Jorge, no dia 23 de Abril de 1909, mas comemora as Bodas de Prata do casal que se tinham celebrado uma semana antes.  No seu diário, o grão-duque Constantino descreveu como, depois da festa para Jorge em Czarskoe Selo, a família se juntou na biblioteca de Maria Feodorovna (esposa de Paulo I), no Palácio de Pavlovsk, para tirar as fotografias com o fotografo Gorodetsky. 


Alexandra Iosifovna, grã-duquesa Constantino, mãe de Constantino Constantinovich e a última sobrevivente da sua geração: depois de 1909, mais ninguém na família se lembrava da corte do czar Nicolau I, à qual ela tinha chegado como uma jovem noiva, e Alexandra adorava contar às mulheres mais novas como os tempos tinham mudado. "Tinha sido uma beldade muito conhecida na sua época," escreveu a filha de uma das suas damas-de-companhia, "e agora era uma senhora idosa de respeito com cabelo cor-de-neve, muito bem penteado. Tinha mantido uma maneira muito elegante de se vestir e os seus vestidos negros e justos faziam-na parecer alta, erecta e magra."

Alexandra era o tipo de princesa antiga, graciosa e sorridente, mas nunca se esquecia a sua posição por um momento.

O último homem da família a contrair um casamento legal foi o neto de Alexandra Iosifovna, o príncipe João, filho mais velho do grão-duque Constantino Constantinovich. No verão de 1911 ficou noivo da princesa Helena da Sérvia, uma sobrinha das grã-duquesas Militsa e Anastásia, que tinha sido criada por elas e educada em Smolny depois de ter perdido a mãe quando era ainda criança. Mas foi outra das irmãs montenegrinas, Helena, rainha da Itália, que controlou o noivado, convidando Helena a visitar a sua casa ao mesmo tempo que João. O príncipe surpreendeu tudo e todos ao pedi-la em casamento quase imediatamente. A ideia de que João se queria casar causou grande divertimento à família, já que ele era um jovem alto, bastante simples, calado e muito religioso que tinha considerado tornar-se monge. Mas o seu casamento foi por amor e os dois foram muito felizes, tendo a gentileza dele complementado a personalidade mais agitada da esposa. Enquanto João regressou aos seus deveres na cavalaria, Helena começou a estudar Medicina na Universidade de São Petersburgo, tendo apenas desistido com alguma relutância quando nasceu o primeiro filho do casal.

Texto retirado do livro "The Camera and the Tsars" de Charlotte Zeepvat.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Casar na Família (Parte 2)

Uma fotografia de Maria Feodorovna com os seus filhos Miguel e Xenia, provavelmente tirada depois da ascensão do seu marido ao trono na primavera de 1881. A família imperial tinha sido  muito alemã, tanto em personalidade como nas simpatias, durante séculos, mas a chegada de Maria Feodorovna, princesa Dagmar da Dinamarca, marcou uma mudança. O seu primeiro noivo, o czarevich Nicolau, afirmou firmemente que o casamento iria acontecer por ser esse o seu desejo e que não tinha qualquer implicação política. Apesar disso, a Prússia e a Dinamarca tinham declarado guerra pouco antes do noivado e a antipatia entre os dois países durou décadas. A diminuição  das simpatias prussianas na corte russa durante o reinado de Alexandre III deveu-se, em parte, à influência da sua esposa. Apesar da sua dedicação ao país do marido, Maria Feodorovna manteve-se muito dinamarquesa e deu sempre o seu melhor para promover os interesses dinamarqueses na Rússia.


Mas as simpatias alemãs continuaram na corte do irmão de Alexandre, o grão-duque Vladimir, visto aqui com a sua noiva, a duquesa Maria de Mecklenburg-Schwerin. Maria era trineta do czar Paulo I. Quando conheceu Vladimir em 1871, tinha dezassete anos e tinha acabado de ficar noiva, por escolha própria, de um príncipe alemão muito mais velho. Rompeu o noivado imediatamente, apesar de terem sido precisos três anos para assegurar o seu noivado com Vladimir. A atracção foi mútua, o problema era que Maria se recusava firmemente a converter-se à religião ortodoxa, um passo que era exigido a todas as noivas Romanov há várias gerações. As negociações duraram três anos. Depois, na primavera de 1874, Alexandre II cedeu e permitiu a formalização do noivado. Esta decisão não foi bem-vista na Rússia, principalmente entre as princesas que já tinham sido forçadas a converter-se. Marcou a chegada de uma jovem assertiva e confiante que se tornaria uma força formidável na família.


A grã-duquesa Maria Pavlovna, o nome de casada de Maria, com o seu segundo filho, o grão-duque Cyril Vladimirovich, cerca de 1878. Um primeiro filho, chamado Alexandre, tinha morrido em 1877, pouco antes de completar dois anos de idade. Maria Pavlovna adaptou-se maravilhosamente ao esplendor e à riqueza de São Petersburgo e não demorou muito a tornar-se o centro dos círculos mais elegantes. Todos aqueles que não eram aceites na corte imperial, mais tradicional, viravam-se naturalmente para ela. Maria gostava de ser o centro das atenções. Uma mulher com um charme infinito, tinha como principal talento guiar e aconselhar qualquer pessoa mais nova ou com menos experiência do que ela. Teria sido uma imperatriz magnifica, mas a sua personalidade fazia com que não conseguisse contentar-se com o segundo lugar mais importante para uma mulher na Rússia. Foi rival da sua cunhada Maria Feodorovna desde o início.


A princesa Isabel de Saxe-Altenburg tinha dezasseis anos no verão de 1882, quando o grão-duque Constantino Constantinovich visitou Altemburgo. Constantino tinha vinte-e-quatro anos e estava a recuperar de um desgosto amoroso, e a atracção entre os dois foi imediata. Mas enquanto Isabel não tinha dúvidas, Constantino agonizava. Era um homem profundamente introspectivo e passou um ano sem escrever a Isabel, ao contrário do que tinha prometido, apesar de escrever poemas sobre ela. Depois regressou para pedi-la em casamento. Em Abril de 1884, Isabel chegou à Rússia. Tinha escolhido manter a religião luterana. Esta decisão foi um duro golpe para Constantino devido à sua forte devoção ortodoxa. Para piorar a situação, Isabel ofendeu a corte quando se recusou a beijar cruz erguida durante a missa.

Os medos de Constantino voltaram a despertar, mas, na manhã do casamento, Isabel escreveu-lhe uma carta para o acalmar: "Prometo que nunca farei nada para te enfurecer ou magoar por causa das nossas religiões divididas (...). Só te posso dizer mais uma vez que te amo muito."


Constantino acalmou-se e levou a carta de Isabel no bolso o dia inteiro. Sobre a cerimónia ortodoxa escreveu: "Depois de ouvir as palavras 'Deus nosso Senhor, pela honra e pela glória, casa este casal!', vi a Isabel como minha esposa, que me é entregue para sempre e quem devo amar, cuidar e estimar. O momento no qual o padre nos conduziu ao altar foi especialmente solene para mim, senti-me leve e feliz (...). Eramos marido e mulher. Tivemos permissão para nos beijar. Depois dirigimo-nos a Sua Majestade, à czarina e aos meus pais. A cerimónia começou. O canto era maravilhoso. Caiu-me uma pedra do coração."

As fotos de casamentos da família imperial no século XIX são raras, mas esta mostra Isabel, a grã-duquesa Isabel Mavrikievna, no dia de casamento, a usar a coroa das noivas. Durante a cerimónia de casamento ortodoxa, as coroas eram erguidas sobre as cabeças do casal, normalmente pelos parentes masculinos mais jovens. Colocando o seu início turbulento para trás, Isabel e Constantino começaram felizes a vida de casados. Ele chamava-a 'Lilinka'. Um mês depois do casamento, Constantino disse ao pai que "Ela já nos pertence." 



Os Vladimirovich: A grã-duquesa Maria Pavlovna e o marido com os filhos em 1884. As crianças são, da esquerda para a direita, Boris, Helena, Cyril e André.


Isabel de Hesse hesitou durante mais de um ano antes de aceitar o pedido de casamento do grão-duque Sérgio Alexandrovich que conhecia desde criança. Ele também estava hesitante, mas os dois ficaram noivos em Setembro de 1883. O pai de Isabel disse numa carta a Alexandre III: "Não hesitei antes de dar o meu consentimento porque conheço o Sérgio desde criança. Vejo que tem modos simpáticos e agradáveis e sei que fará a minha filha feliz". As cartas privadas que começam agora a surgir mostram que o casamento não foi o longo martírio que muitos descreveram. Essa ideia surgiu, acima de tudo, devido aos boatos da corte e das memórias do grão-duque Alexandre Mikhailovich que odiava Sérgio. 

Sérgio era um homem profundamente religioso que não escondia o seu gosto pela sociedade elegante, e fez muitos inimigos. "Muitas vezes era inseguro", recordou o grão-duque Ernesto Luís, irmão de Isabel."Isso fazia com que a sua postura endurecesse e os seus olhos pareciam severos (...) por isso as pessoas ficaram com uma impressão errada dele e achavam-no orgulhoso e frio, algo que ele certamente não era. Houve muitas, bastantes pessoas que ele ajudou, mas apenas o fazia no mais profundo sigilo."

"O Sérgio é uma pessoa," escreveu Isabel numa carta ao pai, "que quanto mais tempo passa com alguém, mais essa pessoa gosta dele (...)"


A grã-duquesa Isabel Feodorovna e o grão-duque Sérgio Alexandrovich em Darmstadt, cerca de 1889. Esta fotografia conta muito de um casal que ficou lado-a-lado durante mais de vinte anos, sem se preocupar com o que as pessoas diziam sobre eles. "As pessoas vão arranjar intrigas e mentir enquanto o mundo existir," escreveu Isabel numa carta à sua avó Vitória em 1896, "e nós não somos os primeiros nem vamos ser os últimos a ser caluniados." A relação aprofundou-se em 1891 quando Isabel decidiu converter-se à religião ortodoxa, tendo inicialmente preferido manter a sua religião luterana. Tal como para o grão-duque Constantino Constantinovich, esta decisão tinha sido difícil para Sérgio, mas não disse nada - "Foi um verdadeiro anjo da bondade  (...) nunca, nunca se queixou"- e a sua paciência foi recompensada. O facto de não terem filhos foi uma mágoa permanente que o casal partilhou e parece que ambos sabiam que a situação seria assim para sempre. Outros membros da família também o sabiam. "Coitados do Sérgio e da Ella", escreveu Alexandre III numa carta à esposa na primavera de 1892 "(...) por lhes ser negada esta bênção o resto da vida."


Desde a infância que Sérgio era muito chegado ao seu irmão mais novo, o grão-duque Paulo Alexandrovich, ao ponto de o levar consigo na sua lua-de-mel. Vítima de doenças pulmonares frequentes, Paulo passava os invernos na Grécia com a sua prima, a grã-duquesa Olga Constantinovna, e a sua família, e foi assim que encontrou a sua noiva. A princesa Alexandra da Grécia, filha de Olga, que se tornou a grã-duquesa Alexandra Georgievna após o seu casamento em Junho de 1889, não era uma desconhecida na Rússia, nem da família imperial devido às visitas da mãe à Rússia e à família do pai na Dinamarca que também a conhecia desde que tinha nascido. Também era ortodoxa, por isso a sua mudança para norte para se casar com Paulo não foi uma grande agitação, apesar de ter sentido a falta do clima grego.


Isabel Feodorovna e Alexandra Georgievna tornaram-se quase irmãs, criando uma relação semelhante aquela que existia entre os maridos desde sempre. O criado-de-quarto de Paulo, Alexei Volkov, descreveu desta forma os primeiros tempos de casamento do patrão: "Os recém-casados mudaram-se para o seu palácio no talude do Neva, atrás da Igreja da Anunciação e de frente para o quartel-general da marinha. A vida familiar deles seguiu tranquila e serena lá. A primeira filha (...) nasceu no palácio e os companheiros mais próximos e adorados do casal eram o grão-duque Sérgio Alexandrovich e a sua esposa, a grã-duquesa Isabel Feodorovna."


A grã-duquesa Alexandra Georgievna com a sua filha Maria Pavlovna que nasceu no dia 6/18 de Abril de 1890 e foi baptizada um mês depois, tendo a czarina Maria Feodorovna e o grão-duque Sérgio como padrinhos.


Alexandra em 1891 com a sua mãe, a grã-duquesa Olga Constantinovna, a sua avó, a grã-duquesa Alexandra Iosifovna e a sua filha Maria.

Texto retirado do livro "The Camera and the Tsars" de Charlotte Zeepvat