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segunda-feira, 14 de março de 2011

Notícias - Restos Mortais de Maria e Alexei Podem Ficar em Moscovo

Maria e Alexei no lago do Palácio de Alexandre
Os restos mortais da grã-duquesa Maria e do czarevich Alexei chegaram a Moscovo esta segunda-feira de manhã (21 de Fevereiro). 

Maria e Alexei eram dois dos filhos de Nicolau II, o último czar da Rússia, e a identidade dos corpos só foi confirmada em 2007

O último lugar de repouso dos corpos imperiais depende de uma ordem do Kremlin, depois da chefe da Família Romanov ter escrito ao Presidente Medvedev, da Suíça, pedindo que uma comissão do governo determinasse o seu destino final, disse o Moskovsky Komsomolets.

Maria Nikolaevna
Os últimos a aparecer 

A família imperial foi canonizada em 2000, após a sua execução pelos bolcheviques na noite de 17 de Julho de 1918.
Os corpos do czar Nicolau II, da czarina Alexandra e das grã-duquesas Olga, Tatiana e Anastásia foram descobertos numa cova na floresta que rodeia Ekaterinburgo. Foram sepultados em São Petersburgo em 1998.

Os corpos de Alexei e Maria foram separados do resto da família pelos carrascos que tentaram queimá-los, mas não conseguiram. Os dois corpos foram recuperados em 2007. 

Alexei com um dos seus tutores


No limbo

O pedido dos Romanov foi apresentado em Maio de 2008, citando os testes genéticos que confirmavam a identidade das crianças mortas. Os restos mortais ficaram guardados na morgue de Ekaterinburgo durante três anos à espera de uma resposta.

Contudo, enquanto estes restos mortais podem vir a ter um funeral de estado e ser enterrados junto da restante família no mausoléu dos Romanov em São Petersburgo, existe também a possibilidade de que venham a ter outro destino.

Sem um decreto presidencial que permita que os corpos sejam enterrados na Catedral de Pedro e Paulo ou outro lugar prestigioso, não haverá outra alternativa senão depositá-los num cemitério público algures em Moscovo. 

Alexei e Maria (ao centro e 2.ª da direita) com os irmãos em Livadia, 1912

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Último czar da Rússia foi fuzilado em Ekaterinburgo, em 1918, com toda a sua família. Os bolcheviques sempre disseram que o monarca cometera crimes

Nicolau II no seu escritório em Livadia

O supremo tribunal da Rússia reabilitou formalmente o último czar, Nicolau II, declarando que o assassinato do monarca e da sua família em Ekaterinburgo, em 1918, representou uma acção ilegal das autoridades soviéticas.
O tribunal decidiu "reabilitar" a memória de Nicolau II e declarou que a família imperial "foi vitima da repressão bolchevique".
Em 2000, a família de Nicolau II foi canonizada pela Igreja Ortodoxa, que considerou mártires (um errozinho, não foram mártires, mas sim Portadores da Paz) os seus membros assassinados.
O regicidio é ainda hoje politicamente sensivel, dada a popularidade do czar na Rússia contemporânea.

Nicolau II com os filhos no iate imperial
Numa decisão anterior, agora anulada, o tribunal decidira que não era possivel reabilitar a família Romanov, pois não havia um veredicto a condená-la.
A decisão de ontem foi bem recebida pelos vários ramos sobreviventes da família imperial russa, nomeadamente pela Grã-Duquesa Maria Vladimirovna, que reivindica a herança do trono. Esta aristocrata reside em Madrid, mas um seu porta-voz comunicou a "satisfação" da grã-duquesa, que afirma "não ter intenção" de pedir a restituição dos bens dos Romanov confiscados pelo Estado.
Outro ramo da família, em conflito com a primeira, salientou por seu turno que a decisão da justiça russa permitirá reabilitar outras vitimas do poder soviético.

Nicolau II com a esposa Alexandra Feodorovna no parque do Palácio de Alexandre em 1909
A decisão foi apenas contestada pelo partido comunista. "Não foram os bolcheviques que mataram o czar e a sua família, mas todo o povo trabalhador russo", disse um dirigente do partido, Ivan Melnikov, citado pela AFP.
O czar Nicolau II, a imperatriza Alexandra e os seus cinco filhos foram assassinados, na companhia de alguns dos seus criados, por um grupo de soldados bolcheviques, durante a guerra civil russa. O fuzilamento ocurreu na cave de uma casa, em Ekaterinburgo, nos Urais, em Julho de 1918, poucos meses depois do início da Revolução Russa.
Os bolcheviques saíram vitoriosos da guerra civil e os corpos dos Romanov só foram encontrados mais tarde, em 1990. (outro errozinho... 1991)

in: Diário de Notícias (2 de Outubro de 2008)

Nicolau II na varanda do Palácio de Alexandre