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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Último czar da Rússia foi fuzilado em Ekaterinburgo, em 1918, com toda a sua família. Os bolcheviques sempre disseram que o monarca cometera crimes

Nicolau II no seu escritório em Livadia

O supremo tribunal da Rússia reabilitou formalmente o último czar, Nicolau II, declarando que o assassinato do monarca e da sua família em Ekaterinburgo, em 1918, representou uma acção ilegal das autoridades soviéticas.
O tribunal decidiu "reabilitar" a memória de Nicolau II e declarou que a família imperial "foi vitima da repressão bolchevique".
Em 2000, a família de Nicolau II foi canonizada pela Igreja Ortodoxa, que considerou mártires (um errozinho, não foram mártires, mas sim Portadores da Paz) os seus membros assassinados.
O regicidio é ainda hoje politicamente sensivel, dada a popularidade do czar na Rússia contemporânea.

Nicolau II com os filhos no iate imperial
Numa decisão anterior, agora anulada, o tribunal decidira que não era possivel reabilitar a família Romanov, pois não havia um veredicto a condená-la.
A decisão de ontem foi bem recebida pelos vários ramos sobreviventes da família imperial russa, nomeadamente pela Grã-Duquesa Maria Vladimirovna, que reivindica a herança do trono. Esta aristocrata reside em Madrid, mas um seu porta-voz comunicou a "satisfação" da grã-duquesa, que afirma "não ter intenção" de pedir a restituição dos bens dos Romanov confiscados pelo Estado.
Outro ramo da família, em conflito com a primeira, salientou por seu turno que a decisão da justiça russa permitirá reabilitar outras vitimas do poder soviético.

Nicolau II com a esposa Alexandra Feodorovna no parque do Palácio de Alexandre em 1909
A decisão foi apenas contestada pelo partido comunista. "Não foram os bolcheviques que mataram o czar e a sua família, mas todo o povo trabalhador russo", disse um dirigente do partido, Ivan Melnikov, citado pela AFP.
O czar Nicolau II, a imperatriza Alexandra e os seus cinco filhos foram assassinados, na companhia de alguns dos seus criados, por um grupo de soldados bolcheviques, durante a guerra civil russa. O fuzilamento ocurreu na cave de uma casa, em Ekaterinburgo, nos Urais, em Julho de 1918, poucos meses depois do início da Revolução Russa.
Os bolcheviques saíram vitoriosos da guerra civil e os corpos dos Romanov só foram encontrados mais tarde, em 1990. (outro errozinho... 1991)

in: Diário de Notícias (2 de Outubro de 2008)

Nicolau II na varanda do Palácio de Alexandre

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Notícia - Rússia Confirma Identidade dos Corpos (19/7/2008)

Maria e Alexei
EKATERINBURGO, Rússia – Milhares de crentes da Igreja Ortodoxa Russa estão a preparar-se para se reunir na Quarta-Feira para dar inicio às cerimónias que marcarão os 90 anos da execução do último czar da Rússia, Nicolau II.

Este evento acontece no momento em que testes de ADN confirmaram que os restos mortais encontrados na região dos Urais no Verão passado pertencem efectivamente a dois filhos assassinados do czar, Alexei e Maria.

Os resultados finais dos testes de AND confirmaram a hipótese de que a segunda sepultura continha os restos mortais da grã-duquesa Maria e do czarevich Alexis,” disse em declaração o procurador.

Estão agendadas várias orações ao longo do dia em vários locais de Ecaterimburgo nos Montes Urais, onde Nicolau e a sua família passaram os seus últimos meses de vida, disse o Arcebispo Vikenty de Ekaterinburgo.

As cerimónias culminarão com uma vigília que durará toda a noite na Igreja do Sangue Derramado, um templo construído no local onde se encontrava a casa onde a família passou os últimos meses antes de ser assassinada nas primeiras horas de 17 de Julho de 1918 por agentes bolcheviques.

Na Quinta-Feira de madrugada, os fiéis irão caminhar numa procissão solene até à mina destruída a 18 quilómetros de distância onde os corpos de Nicolau, da sua esposa, dos 5 filhos, do médico e de 3 servos foram inicialmente colocados.

A atitude russa relativamente ao assassinato dos Romanov transformou-se radicalmente desde o colapso da União Soviética em 1991.

A Igreja Ortodoxa é agora apoiada ao mais alto nível pelo estado e dedicou-se à preservação da memória da família, canonizando-os e erguendo a Igreja do Sangue Derramado em sua honra.

Com peregrinos a chegar de toda a Rússia, uma das presenças mais notadas das cerimónias será a descendente da família Romanov, a grã-duquesa Maria Vladimirovna que afirma ser a herdeira legitima de Nicolau. Ela deverá viajar da sua casa em Madrid, Espanha.

Reflectindo desentendimentos internos, outro ramo de descendentes Romanov deverá estar presente em São Petersburgo onde aqueles que se pensam ser os restos da restante família estão enterrados há dez anos.

O Presidente Dimitri Medvedev não é esperado em nenhuma das cerimónias devido a questões sensíveis relacionadas com o passado de Vladimir Putin na KGB.


Vladimirovna tem lutado sem sucesso uma campanha nos tribunais a favor da restauração de poderes de Nicolau e da sua família sem os quais, diz ela, os seus antecessores continuarão a ser considerados “inimigos do povo”.